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Novas Oportunidades



No intuito das boas (intenções) governamentais, existe um périplo condicionado pela força da estatítica, existe também uma realidade prostrada no desequilibrio inusitado que o próprio futuro se imcumbirá de transcrever como certo ou incerto. Se por um lado a formação profissional é cada vez mais necessária, e vista como indispensável, não se pode deixar de salientar as assimetrias que frequentemente são criadas, neste campo, passando da fase de formação para o campo laboral, o conceito é duma ilegibilidade tal que torna a margem de erro tão vasta, obrigando-nos a uma reflexão necessária e profunda, ..."qualificar 1.000.000 de activos até 2010"...?

Num País que gera desemprego, é ser-se um optimista solitário, e não há nada mais (optimista) do que as novas oportunidades e um PC portátil para inverter a situação.


Veja-se a declaração no Expresso de 24 Novembro de 2007, do Arcebispo de Braga:


...«Há muita gente que quer trabalhar e não consegue emprego. Outros não têm as competências exigidas,mas é caso para nos perguntarmos se aqueles têm menor formação estão condenados à exclusão e à miséria.É necessária uma politica social para ir ao encontro destas pessoas»...


Parece que até aqui o problema mantêm-se na sua ascensão multiplicativa!? Sem que se possa salientar grandes alterações significativas, a dificuldade não está em formar! Acredito mais num acumular de más práticas efectuadas pelos sucessivos Governos, que ao longo dos anos não souberam defenir uma estrutura adequada, baseada na previsibilidade. Algum dia acabaria-mos por chegar aonde chegamos e como sempre, sem a devida preparação.
Não vejo onde se possa encaixar o denominador chamado "Novas Oportunidades",nesta inequívoca formula que se dá pelo nome de "desemprego". Os presentes factos apresentam uma contrariedade inigualável, abrir brechas numa sociedade provocando na mesma, um enorme desajuste pode ser extremamente perigoso...

Comentários

Anónimo disse…
Bom dia,

Partilho a sua opinião um vez que o RVCC não resolve o problema da falta de formação profissional. O que o estado pretende é a todo o custo baixar estatísticas europeias .Propor às pessoas um 12º ano resumido a um portefólio que não lhes dará garantidamente qualquer tipo de formação nem de preparação para ingressar o ensino superior é andar a brincar com um assunto sério garantidamente. Seria, na minha opinião, muito mais proveitoso apoiar as empresas para que as mesmas possam desenvolver programas internos de formação profissional e qualificar os seus funcionários. Mesmo que isso implicasse a posteriori então uma fiscalização do ministério para comprovar as qualificações adquiridas aí sim que fosse feito um reconhecimento oficial das qualificações dos formandos.

Clara Cardoso
www.mcpcardoso.blog.pt

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