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O Caminho da Sabedoria

Ex mo. Sr. Presidente do IEFP,

Já pensou em submeter todo o seu Instituto a um processo de Aprendizagem Organizacional, decerto que este elevadíssimo conceito, lhe traria alguma compreensão na teoria de acção, as pessoas são a chave, quando agem para aprender, caso a lógica não se inverta, teremos então; a mente e o cérebro a utilizarem aquilo que é accionável.

Sendo tudo isto questionável, subleva-se a aprendizagem como um ciclo único em que consiste detectar e corrigir o erro.

“ Há cerca de 100 mil ofertas de emprego ou acções de formação profissional que são recusadas por ano pelos desempregados inscritos nos centros de emprego. Em declarações ao DN, o presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP)revelou que estas recusas se inserem num universo global de cerca 900 mil convocatórias realizadas pelo IEFP todos os anos”... (DN - Economia de 8 de Novembro 2006 )

O Sr. Presidente já tentou perceber, porque é que os desempregados recusam as 100 mil ofertas, que tão generosamente, são oferecidas pelo seu Instituto?


O que é que entende por convocatórias? Se todas forem como esta;


“ Assunto: INSC 2001

Ex(a) Sr(a)

No sentido de dar continuidade ao Plano Pessoal de Emprego, que definiu no CENTRO DE EMPREGO DE LOURES contamos com a sua presença na seguinte morada R. de Goa (Alvogas), nº. 9-A Loures para participar em: ENTREVISTA DE COLOCAÇÃO que se realiza em 2005.03.21 às 10:30 Horas, intervenção considerada necessária ao seu percurso de inserção profissional.

A não comparência a esta convocatória na data nela prevista, obriga a apresentação da justificação da falta, no prazo de cinco dias úteis, contados a partir da data acima indicada na convocatória, sob a pena de aplicação de sanções previstas em legislação específica.

Dispõe de cinco dias, a contar da data de sessão, para justificar a sua falta.

Para efeitos de pagamento de subsídio de transporte (viagem ida e volta em transporte público colectivo),deverá apresentar no Centro de Emprego, os respectivos bilhetes.

Com os melhores cumprimentos

Contacto: ----------------

Data: 2005-03-02

Resposta a esta mesma carta com data de 10.03.2005, enviada pelo Centro de Loures (passados 4 anos):

“ Encontro-me empregado, com o meu próprio Plano Pessoal de Emprego !...”

Como vê Sr. Presidente, não é preciso perder muito tempo, nem ser muito inteligente, basta apenas uma simples resposta!? Isto é a mente e cérebro a utilizarem aquilo que é accionável.

“...todos os convocados são beneficiários do subsídio de desemprego, pelo que obrigatoriedade de aceitação das iniciativas propostas pelo IEFP...”

Em relação ao ponto acima que descreve, resta-me apenas,dormir descansado !

Albo lapillo diem notare, sou como os antigos romanos que marcavam os dias felizes com uma pedra branca, e os nefastos com uma negra! Seguindo aqui o caminho das pedras negras, eis aqui outro exemplo de relação entre o seu Instituto, e o utente:


BOLSA DE FORMAÇÃO POR INICIATIVA DO TRABALHADOR

Exmo. Director,

Em sequência da solicitação a que se refere o meu processo de candidatura, com data de 21 de Agosto de 06, e respectiva documentação requerida pelo Centro de Loures, depois das sucessivas interpelações e dúvidas e até mesmo atrasos, esta é definição que encontro para o deficiente apoio que este dá aos utentes.

Esta perspectiva não é recente, e não será apenas extensiva ao Centro de Loures, decerto que esta preocupação fará parte do quotidiano de V. Exa., mas muito sinceramente constato aqui, o facto de que os recursos colocados à disposição dos utentes e nomeadamente aquilo que se apelidou chamar de PLANO PESSOAL DE EMPREGO (Itinerário de Inserção), parece não surtir o efeito desejado,o meu data de 23 de Outubro de 2002, e como pude constar em 02 de Março de 2005, numa carta dirigida à minha pessoa para uma Entrevista de Colocação, depois de já estar empregado, é a prova mais evidente daquilo que lhe falo aqui!...

As linhas de orientação pela qual se rege o funcionalismo público, nunca foram do agrado da maioria dos Portugueses, e percebe-se porquê; os serviços que V. Ex. tutela, não são de todo excepção, acredito que ostentará a determinação, para que tal facto se inverta.

No entanto como nunca estive à espera, nem espero, que o Centro de Loures faça aquilo que no mínimo é exigível; ou seja, que os utentes tal como eu, sejam informados correctamente, para não serem chamados por uma segunda vez, com o intrépido argumento que falta papeis para a respectiva Bolsa de Formação.

Em relação ao tempo que perdi desnecessariamente, fica a ideia, que mudar será uma alternativa a ponderar, desde já o contributo que ostento de forma intensa para uma Administração Pública melhor, leva-me cada vez mais, a encontrar um forte motivo em responder a todas as questões inquiridas pelo o próprio centro de Loures!?...Venham lá essas cartas?

Se houver interesse em aprofundar, esta questão e outras, tem um rol de queixas na Internet que quase vai de A a Z e contribuirá decerto para estatística que acabará por demonstrar a enorme satisfação diária em que os seus serviços estão envolvidos... Daí, talvez seja importante que Sr. Presidente explicar-nos porque é que os portugueses recusam as ofertas do IEFP!?




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