Três anos para resolver uma situação perigosa
Cerca de 40 cães e gatos num pátio de uma moradia na Pontinha...Como é possível?
Cerca de 40 cães e gatos num pátio de uma moradia na Pontinha...Como é possível?
Assim relatava o jornal Nova Odivelas Nº 270, pag. 4 e 5, tendo como capa principal " Mais de 50 cães e gatos num pátio duma vivenda...", não questiono o efémero título e a divergência númerica que este mesmo menciona nas páginas 4 e 5, decerto uma mera desconformidade informativa.
O importante é o facto de estarmos perante um caso de saúde pública, o que não deixa indiferente, quem neste local habita e encara com toda a legitimidade a esperada intervenção das autoridades locais (Junta de Freguesia da Pontinha e Câmara de Odivelas...idem), foi precisamente três anos entre a difusa compreenssão das duas entidades, para gerar um consenso forçado, mediante a presença duma estação televisiva no local. Como "La Famiglia" gosta de ficar bem para posteridade, logo aparecerem a defenderem os inusitados vícios duma luxúria decadente que paira sobre as referidas entidades, diga-se conveniente; porque para o ano serão as legislativas.
Presidente da Junta de Freguesia
(Excertos da entrevista ao Jornal Nova Odivelas)
«A Junta tem usado as competências que a lei lhe atribui e que são apenas aplicar coimas por falta de licenciamento e alertar os serviços municipais para a situação. As coimas foram aplicadas embora nunca tenham sido pagas e a Junta pondera ir a Tribunal para cobrança coerciva»...
«As pessoas têm-se dirigido à Junta de Freguesia com as suas queixas e nós temos sempre feito o reencaminhamento dessas situações»...
(Espaço Opinião) As competências não se resumem só ao nível da lei, o civismo é considerado um elemento indispensável de competência activa, quando não existe este factor, corremos o risco de expôr-nos a uma complementaridade de actos ridículos e sem qualquer fundamento prático.
«Por causa de eu ter chamado à atenção por várias vezes a senhora quase que não me fala. Como moro perto dela encontro-a várias vezes e vira-me a cara quando passa por mim»
(Espaço Opinião) As entidades não se podem pautar por mero trabalho administrativo, existem outras formas de interacção com as populações locais, poderemos concluir que a finalidade com que determinamos um objectivo, não tem em nada a ver com leis, mas sim com vontade própria, se não as conjugarmos temos uma finalidade como certa; - Entidades amorfas, que apenas existem num espaço físico e não servem rigorosamente para nada! Qual é dificuldade de perceber isto!?...
«É um canil, no meio da Vila, sem quaisquer condições para o ser».
(Espaço Opinião) Situação sobejamente reconhecida por si Sr. Presidente, visto que não mora longe do local, onde este triste cenário se desenrolou, só faltava um dos devotos animaizinhos providos de aptidão canina morderem-lhe diáriamente para o relembrar que existia um problema, talvez não fosse preciso três anos!?...Ao jeito de problema matemático, se C > (A+B) = C, caso não consiga descurtinar o resultado, terei imenso prazer em lhe transmitir a solução.
O que diz a Câmara, pela voz do Vereador Carlos Bodião?
(Espaço Opinião) Este concelho não padece de um problema, mas sim de vários !? Deixe-me ver se entendi, o Presidente da Junta imputa as reponsabilidades a Câmara, o Sr. Vereador por sua vez atribui as mesmas ao Médico Veterenário, é sem dúvida uma vergonha e ao fim de tanto tempo é que esta transparece...
«Que é a autoridade veterinária concelhia é funcionário da Câmara mas tem competência própria da Lei e nessas competências não depende do Vereador. É autónomo nas suas competências, não tem hierarquia. Eu não posso dizer ao Médico Veterinário Municipal que deve fazer isto ou aquilo porque nas competências médicas ele não depende da CMO. Por isso é que o salário dele é uma parte paga pela Direcção Geral de Veterinária, da qual ele recebe directamente ordens, e outra parte é paga pela CMO que dele apenas tem tutela administrativa, mais nada»
(Espaço Opinião) Qualquer Médico mesmo até o Veterinário têm competências próprias!? Mesmo de mãos atadas ainda as consegue meter no meio dos pés, Sr. Vereador anda atrás do Médico constantemente, veja o caso do referido Médico, será que o mesmo não dirá que está farto por estar há tempo na Comissão Instaladora...
«Há um cão na rua. Ligam para o Veterinário e ele não faz nada. As pessoas dirigem-se ao Gabinete da Presidência ou do Vereador e lá vai o Vereador ligar para os Serviços Veterinários Municipais a perguntar porque não vão buscar o cão? E depois ou é porque não há carrinha ou porque não lhe apetece trazer o cão, ou porque falta meia hora para ir almoçar e já não dá tempo, ou é porque não há canil. Há muita falta de iniciativa doentia a que eu chamo incompetência».
(Espaço Opinião) Ora, ora...Com que então; -”Há muita falta de iniciativa doentia a que eu chamo incompetência”. Iniciativa doentia? Bem se encararmos isto a perceito ,concluiremos que uma – iniciativa nunca pode ser doentia, sem dúvida que há incompetência e incompetentes também !?
«No último dia, em desespero de causa, fui directamente aos serviços e pedi para fazerem faxes para eu assinar, para os canis de Loures, de Lisboa e de Sintra, porque só tinha ido para o da Amadora, assim como para as alocuções de protecção e defesa dos animais, porque havia que encontrar rapidamente o local para tirar aqueles animais dali»
(Espaço Opinião) Espero que em desespero, não tenha uma iniciativa doentia...O Sr. Vereador define o inédito como sendo uma causa... E eu defendo à causa como não sendo inédita, porém existe uma grande diferença.
«Eu tenho muita pena, muito pena mesmo que estas situações se verifiquem. Se nós formos procurar os culpados há muitos culpados nisto. Desde o início do mandato que ando a dizer que tenho muitas queixas do meu serviço que dizem que os meios não podem estar noutro Departamento. Estou sempre dependente de outro Departamento, que neste caso é o DTO (Departamento de Transportes e Oficinas) para ter uma viatura seja para o que for. As carrinhas para este ser- viço estão no DTO e desde o início do mandato que eu grito e ninguém ouve. A Carrinha para transporte dos cadáveres é apenas utilizada pelo Gabinete do Médico Veterinário Municipal, assim como a carri- nha de transporte de animais vivos. Não faz nenhum sentido que estas viaturas não estejam 24 horas por dia à ordem do Médico Veterinário Municipal. As pessoas parece que não compreendem isto mas se sur- gir uma situação às 18 horas é um caso sério de resolver porque é preciso pedir ao DTO para disponibilizar a viatura e arranjar motorista e isso demora tempo precioso. Isto é um imbróglio que nunca mais acaba, o que me leva mais uma vez a dizer que a estrutura orgânica municipal não está adaptada às necessidades do concelho»
(Espaço Opinião) Nós também temos pena em confiar ,em quem não confia em nós, aliás proibitivo será o acto de moralizar quem não tem moral...Tanto o Sr Vereador como o Presidente da Junta de Freguesia da Pontinha, “estão de parabéns” pelo excelente “desempenho” !!!
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